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domingo, 11 de setembro de 2011

Homens & Meninos.



Meninos te mandam mensagens, homens te ligam.
Meninos te encaram, homens te olham.
Meninos te trocam por futebol, homens trocam tudo para estar com você.
Meninos pegam na sua bunda, homens pegam na sua mão.
Meninos te chamam de gostosa, homens te chamam de linda.
Meninos te ignoram quando estão com amigos, homens te apresentam.
Há meninos de quarenta anos e homens de dezoito anos.
Idade não faz diferença, atitudes sim!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A gente se lê por aí..


Empresta-me o teu peito, caro leitor.
Já não sei se quero dividir esse sufoco e me dar de graça nessas linhas, mas preciso desocupar o peito pra me sentir um pouco menos doído do que de costume.
Leia as minhas entrelinhas, os meus afetos explícitos, o meu medo rascunhado em caneta invisível, a minha poesia, me leia um pouco. Dobre o seu tempo e me retira de mim por um tempo pra eu poder abrir o peito de verdade. Porque eu já não consigo aceitar qualquer coisa, eu já não consigo ouvir qualquer coisa.
Tudo é dor dentro dessa minha felicidade inventada. Tudo é torto nesse meu caminho certo.
Escuta os meus gritos sem som. Veja que as minhas aspas mentem. Veja o meu dissabor. Veja que eu sou dor latente no meio dessa ilusão de ótica sobre carinho e amor.
Estupra-me a falta de coragem, corrobora essa minha vírgula que vem compassada pr’eu não sair inteiro, me sente aí e me deixa te sentir cá. Quero ser outro, além disso, que sou.
Porque tudo é acaso, meu Deus. Porque eu no meio dessa gente toda sou só mais um e eu dentro de mim sou um universo todo precisando ser descoberto.
Devolve-me pra mim você que já andou tantas vezes na minha via láctea.
Que eu já não quero nada além desse eu que vem vez em quando cheio de sussurros e sopros pra me dizer que tenho um dom, que eu tenho de escrever sempre. Essa obrigação não me cabe e que me desculpem por abrir esse alarde, mas meu peito a qualquer momento pode não ter dor nenhuma pra secar.
E eu me termino pra te escrever de novo. Sobre mim, você, o outro. A gente se lê por aí...
 

(Autor Desconhecido)