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Eu sou coma contradição de tudo, sobre tudo, em tudo. Eu berro feito louca por motivos inúteis, e me revolto claramente com injustiças, com maldades, com sofrimentos alheios. Talvez no fundo, bem lá no fundo, me resta uma bondade, um sentimento humano. Mas é que às vezes me acho fria, dou risada do romantismo exorbitante das novelas e dos filmes, mas quando olho ao redor, sou a única a achar graça disso tudo. Me indigno com o sensacionalismo da mídia que explora assuntos tão fúteis enquanto milhares, milhões de crianças precisam de toda essa atenção voltada pra elas. Revolto-me comigo mesmo, me acho fingida às vezes. Mas não se assuste, finjo pra mim, finjo por mim. Escondo centenas de sentimentos dentro do peito, um monte de frases já formuladas que querem sair, escondo meu estilo, minha voz, alguns dons, algumas vontades e vou tentando me esconder, me proteger. Eu gosto das pessoas, eu gosto de carinho, mas não gosto de sufoco, de exageros, de muito amor. Talvez eu tenha provas de que tudo em excesso tende sempre ao extremo, e tudo que tende ao extremo, tende ao tombo. Eu não quero mais me ferir. Não quero mais cair, não me permito mais essas coisas. Eu acho que cresci assim do nada, e como sempre de uma forma meio precoce. É engraçado porque toda vez que eu escrevo, eu tenho vontade apagar o que escrevi. Imprevisível e contraditória. Acredite!

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